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Crise. Crise econômica. Crise política. Crise empresarial. Crise. A palavra, de tão utilizada nos últimos tempos, chega a estar desgastada. Mas a realidade faz com que o tema não dê trégua. Democrática, a crise vem feito um furacão e pega a todos: não escolhe porte da empresa, não escolhe setor e pode ser devastadora, muitas vezes levando a uma falência na imagem e nos negócios.

Comunicar na crise é uma arte ainda a ser desenvolvida. Nenhuma crise se instala de uma hora para outra, em especial as ligadas ao dia a dia do ambiente corporativo. Sabemos exatamente de que maneira podem acontecer. Na maioria das vezes, até se desconfia do quando. E é justamente por isso, por saber que um dia o lobo vai bater à porta, que estabelecer um plano de prevenção e gerenciamento de crises é condição para estar no mercado.

Organizações são seres vivos, em plena atividade, sujeitas às mais diversas instabilidades. Nas relações trabalhistas, nas questões ambientais, nos seus aspectos jurídicos e tributários, na sua saúde financeira, na relação com os consumidores, nos negócios com os governos – alguém ouviu falar ultimamente? Gerir riscos e saber como se comunicar em uma crise não afasta a possibilidade de que a hora ruim vá chegar, mas estar preparado ainda é o melhor a fazer. Quantas de nossas empresas têm mapeadas suas vulnerabilidades de maneira estratégica em um alinhamento claro entre alta direção e Comunicação? Ou ainda estamos na era em que os aspectos de segurança e meio ambiente são exclusividade do RH? Ou o fiscal e o financeiro se restringem ao board? E se o CEO morrer? Quem será o porta-voz para tudo isso?

Com a disseminação da informação, internet, redes sociais, calcula-se que uma empresa, hoje, está 400% vezes mais exposta a crises do que há 10 anos. Agir proativamente, percebendo a importância da gestão da crise, é a única maneira de fugir do “eu sabia”, “eu avisei”. Ter absoluta clareza dos pontos fracos das nossas empresas, o que se está fazendo para melhorar e os riscos a que se está submetido é dever dos gestores de Marketing e Comunicação.

Ou será possível trabalhar a imagem como a de uma companhia comprometida com o desenvolvimento sustentável, por exemplo, enquanto na outra ponta corre-se o risco frequente de um desastre ambiental? Ou apregoar a importância das pessoas como valores enquanto há colaboradores descontando suas frustrações com a empresa nas redes sociais?

Estabelecer um plano de gerenciamento de crises requer uma equipe multissetorial, capaz de identificar as áreas de vulnerabilidade, mapear riscos, propor ações, chegar a um consenso de prioridades e, na impossibilidade de evitar uma tragédia, pelo menos atenuá-la de modo que o impacto na perpetuidade e na reputação sejam mínimos. Transparência, clareza, objetividade. Assim na vida; assim nos negócios.

Artigo publicado originalmente no Linkedin em 2016.

Post Author: Sites Já

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