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A Copa do Mundo acabou neste domingo e o brasileiro, quatro anos depois do fiasco contra a Alemanha, segue com o gosto amargo da vergonha a inundar a alma. Com a diferença – para pior – que agora o Brasil virou chacota mundial não apenas pela incapacidade técnica de vencer, mas pelas atitudes e comportamentos do que seria o seu melhor craque.

O comportamento em campo do camisa 10 da Seleção viralizou e ganhou todas as formas possíveis de divulgação nas redes sociais – games, vídeos profissionais e caseiros, memes rodaram e rodam o mundo – #Neymarchallenge é a bola da vez. Se Neymar realmente foi agredido fisicamente pelos adversários, se ele estava sofrendo dores, se em algum momento ele chegou a ser vítima nos jogos da Copa, pouco importa aos olhos de quem viu e de quem ainda é impactado pelas piadas, que chegou até as tradicionais e conservadoras quadras de Wimbledon.

O “menino Neymar”, garoto de ouro do Brasil, encerra a participação no maior campeonato de futebol do mundo colocando em risco não o que sabe fazer com a bola, mas sim sua relação com o público e como consequência a própria carreira e os contratos milionários de patrocínio. Afinal, não se julga um profissional dessa envergadura por alguns momentos – fosse assim, todos grandes players que não chegaram às finais estariam em risco. Mas pelo caráter e pela imagem que transmite, sim. Fingido, falso, mimado, vaidoso, narcisista a ponto de estar mais preocupado com colorações e penteados do que com o desempenho em campo são alguns dos comentários feitos pelo público, os mesmos consumidores das marcas que Neymar representa.

Atrelar a imagem de uma marca a um ídolo do futebol é sempre um risco. Os jogadores e celebridades estão sempre no limite entre o aceitável e o imperdoável. E certamente os responsáveis pelo branding dessas empresas estão se perguntando o quanto vale manter seu maior patrimônio ao que mais uma vez se apresenta como um ídolo com pés de barro.
Que se exibe pelas ruas do alto do seu pedestal, mas é pequeno na sua mesquinhez, na incapacidade de ter consciência do que representa, não só para si, mas para toda uma Nação. Imagem e reputação se constroem dia após dia. As marcas sabem disso. O consumidor sabe disso.
Em Neymar voltando a ser o grande jogador que sabe e tem potencial para ser, o impacto negativo do que se percebe como dissimulação pode se esvanecer e tudo não passar de mais um chiste. Mas para isso, é fundamental que haja um plano de recuperação de imagem do jogador dentro e fora do campo, e do que ele quer significar para seus fãs e, principalmente, para si mesmo.

Publicado originalmente no Linkedin, em 15 de julho de 2018

Post Author: Sites Já

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