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Relevância. Essa parece ser a palavra chave do marketing de conteúdo. Desde que o tema ganhou crescente importância entre os profissionais de marketing e comunicação, ainda parece haver uma dissintonia entre o que os públicos de interesse querem – ainda que muitas vezes nem saibam que querem – receber de informação e o que as empresas gostam de comunicar. Afinal, a relevância deve ser para quem?

Por mais que tenha profissionais e empresas conectadas na missão de conquistar o interesse da audiência, o que muito se vê é informação desconectada do interesse dos públicos. Ou porque traz aquela sensação de déjà vu, ou porque em nada agrega, ou, ainda, porque é mera divulgação com foco em vendas travestida de informação “relevante”. Se o conteúdo de marketing tem como apelo estabelecer uma relação em que, ao compartilhar conhecimento, cria e entrega valor, transforma consumidores em embaixadores da marca, fideliza, e, como consequência, gera resultados financeiros, parece natural que o objetivo primeiro é qualificar nosso consumidor. Deixá-lo mais inteligente. Até para que possa definir pelo melhor e nos recompense com a escolha.

Nesse aspecto, e não cabe aqui procurar culpados, na maioria das vezes o que falta para se criar bons conteúdos é planejamento estratégico de marketing, pesquisa, análise. Tornar-se protagonista da própria comunicação não é tarefa simples. Requer se conhecer, conhecer o mercado, conhecer o target core, conhecer a fundo quem dita as regras do jogo – estabelecer uma conexão full-time com o receptor da mensagem.

E isso só se consegue com um mergulho profundo no que realmente importa – o que motiva nosso consumidor, como ele se comporta, que objetivos têm, em que momentos se dá a conexão com o negócio que queremos divulgar, que meios ele usa para se informar. A partir desse mapeamento básico, que deve ser acrescentado de tantas outras variáveis quantas forem necessárias, pode-se pensar em criar conteúdo relevante. Ou afinal alguém pensa que fazer um passo a passo ou publicar vídeos na rede para ensinar o que muitos outros já fizeram agrega valor para alguém?

Tecnologia, mídias, agilidade, ferramentas, métricas, tudo isso importa para que o inbound marketing funcione. E uma boa agência digital consegue dar conta de oferecer o pacote mais adequado, com as melhores estratégias para ser encontrado online, com vários likes, comentários e compartilhamentos. Mas o que se comunicou mudou comportamentos, redefiniu padrões, capacitou e ampliou conhecimento? Fez a diferença a ponto de deixar o gostinho de quero mais? Ou estamos repetindo a velha máxima “mais do mesmo”?

Criar conteúdo relevante, se inserir no content marketing com resultados, é atitude non-stop. Queremos consumidores ávidos por receber nossas novidades. Se muito mudou desde que em 1895 a John Deere lançou o que muitos estudiosos entendem como o primeiro marketing de conteúdo da história, The Furrow Magazine, focada na vida no campo, o que permanece cada vez mais presente, e que nunca vai mudar, é a vontade de conhecer boas e novas histórias. Ganha quem souber o quê e como contar.

Artigo publicado originalmente no Linkedin, em 2016.

Post Author: Sites Já

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