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🎉 Quando dizem que a vida é feita de ciclos, teimamos em não acreditar. Depois de mais de 20 anos do primeiro trabalho realizado, ainda como repórter e colunista de Gastronomia do Jornal Pioneiro, retorno à Casa Di Paolo http://casadipaolo.com.br/  para assessorar na gestão de marketing. Na década de 90, a Serra gaúcha começava a respirar novos ares na culinária típica da imigração italiana.
🍗 E Paulo Geremia, sócio-fundador da Casa Di Paolo, sem dúvida foi o vento da mudança que soprou para que o prato símbolo da região, o galeto al primo canto, ganhasse a notoriedade nacional que hoje ele tem. Galeto, sempre tiveram muitos restaurantes em toda a região a ofertar, na cidade e no interior; massa, polenta, sopa de anholine (ou capeletti, como queiram) também.
🌐 O que fez, então, com que o Di Paolo chegasse, um quarto de século depois, como uma referência capaz de manter a essência dos imigrantes, dentro de um conceito de gestão de serviços e comida equiparável aos melhores restaurantes do mundo?
🥗 Sem dúvida, o esmero na apresentação dos pratos, o serviço caprichado que só quem conhece muito de salão sabe oferecer, a inovação nas saladas, os novos molhos para as massas – até então reduzidos ao questionável molho de moela – foram novidades para aquela culinária. E ainda o são.
🍗 E isso, sem contar o tempero do galeto. Ah, o tempero – esse que não se tem medo em divulgar a receita em detalhes, por escrito e em vídeo, porque o bom assador não tem segredos. Conta como faz com sorriso largo. Ele sabe. Pode-se copiar os ingredientes, pode-se imitar o modo de fazer, mas o jeito de quem sabe lidar com o galeto, ah, esse é passado de profissional para profissional em aulas e aulas da Escola Di Paolo.
É mais que tempero 🌱, mais que frango, mais que churrasqueira, mais que brasa. É aquilo que os franceses costumam dizer, um “je ne sais quoi” 🙄! que se sabe, e que não se sabe. Simplesmente é. E há muito mais!
✈️ O Di Paolo – como Giuseppe Posto Per Mangiare, primeira casa do grupo que começou em Garibaldi, em 1994 – foi precursor de movimentos nacionais, que transformaram a culinária da Serra gaúcha. Nasceu no momento da efervescência gastronômica no Brasil. Os ingredientes importados estavam liberados e chefs franceses e italianos chegavam ao país prontos para mostrar como é que se faz.
👨‍🍳 Em 1998, o evento Divina Cozinha teve a ousadia de levar para Caxias do Sul chefs, enólogos e sommeliers de padrão internacional para cursos e workshops. Com o Divina, começaram as articulações para que o Italian Culinary Institute for Foreigners (ICIF) instalasse uma unidade da escola em Flores da Cunha, o que aconteceu em 2004.
👩‍🍳 E os chefs italianos que chegavam à Serra traziam na bagagem o que o Di Paolo já pensava e praticava na essência. Privilegiar técnicas gastronômicas com foco na utilização de ingredientes frescos, incentivando a produção local.
🚜 Muitos antes de o “farm-to-table” virar moda, mote de campanhas publicitárias e propósito para redes de restaurantes, Paulo Geremia já sabia que precisava de produtores comprometidos com a qualidade do fornecimento. E começava ali a formar uma rede de fornecedores de frango, radicci e massas extremamente comprometida em entregar nada menos do que a excelência. 🍇 Ninguém precisou vir ensinar.
🍷Do Posto Per Mangiare em Garibaldi vieram casas e casas, hoje presentes em Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Gramado, Itapema, Quarta Colônia e São Paulo, além de uma fábrica de massas e molhos 🍅. E é essa história, que não cabe em um artigo, e que comemora 25 anos em 2019 que tenho orgulho em voltar a compartilhar. Espero que encante a vocês tanto quanto a mim. O projeto que acompanhei os primeiros passos – ou seriam primeiros pratos? – cresceu e tornou-se um case de sucesso. Que responsabilidade a minha de me associar novamente a ele!
#marketingestrategico #dipaolo #casadipaolo #storytelling

Post Author: Dani Goulart

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